domingo, 29 de junho de 2014

15. Ser criança.



« Queria voltar a ser criança, porque os joelhos rasgados curam bem mais rápido que os corações partidos. » Eu tenho saudades de ser criança, saudades de amar sem pensar. 


Estive um pouco ausente do blog, peço desculpa.
Beijo grande Lilizores ❤❤❤

sexta-feira, 20 de junho de 2014

História da Luna - 3º Capítulo.

João & Luna

Estava um final de tarde bastante agradável, havia uma brisa no ar que trazia o cheiro doce a maresia. Caminharam até à praia em silêncio, ouviam-se apenas os passos em simultâneo de ambos e o barulho das ondas a rasgar as rochas. A praia estava vazia, Luna escolheu um sítio abrigado e onde o sol ainda raiava.
- Chegou cedo.
- É verdade, o ponteiro do relógio teimava em não avançar e portanto decidi sair mais cedo e vir ter consigo.
- Posso saber onde trabalha?
- Dir-lhe-ei onde trabalho se me prometer uma coisa! - Disse João, com um sorriso rasgado. 
- Promessas no primeiro encontro?! - riu-se, e tentou, com aquela afirmação, quebrar o gelo que existia naquele momento.
- Isto é um encontro?
Luna ficou vermelha, e a vergonha invadi-o todo o seu corpo, não queria acreditar no que acabara de dizer. Naquele momento insultava-se mentalmente e sorria timidamente, para que João não levasse a mal toda aquela situação.
- Não precisa de ficar envergonhada, gostava apenas que me respondesse à minha pergunta!
- Não …
- Não?!
- Não, não é um encontro, é apenas um final de tarde passado com um amigo.
- Para mim é ... 
As bochechas rosadas voltaram, aquelas últimas palavras implicavam que ele estava interessado nela, e o seu maior medo é que jamais conseguiria resistir aquele homem. 
- Tinha algo para me pedir ...
- Queria-lhe pedir que me tratasse por tu. 
- Claro, espero que também o faça.
João olhou para Luna com um olhar repreensivo.
- Espero que também o faças. - Sorriu.
- Levo-te a casa, vem.
O sol já se tinha posto, dando lugar a uma lua que não era muito brilhante e que fazia daquela noite de verão uma noite escura e sombria. 
João parou o carro, Luna estava à porta de sua casa mas limitou-se a não sair, como se algo lhe dissesse que devia ficar ali, mas ao mesmo tempo sabia perfeitamente o que ia acontecer se ali ficasse. 
- Espero ver-te mais vezes, boa noite!
Saiu do carro e despediu-se rapidamente, porque no fundo Luna sabia que se olha-se mais uma vez para aquele homem não o deixaria ir embora.

por: lilizisses-lc.blogspot.com

segunda-feira, 9 de junho de 2014

14. Tudo o que eu nunca vi em mais ninguém.



“Um dia perguntaram-me: «O que é que viste nele?» . Milhares de defeitos e qualidades me passaram pela cabeça, mas a única coisa que saiu da minha boca foi «Tudo o que eu nunca vi em mais ninguém.» Juro que foi a melhor resposta do mundo.”
uma amizade de anos e anos, JohnR.

terça-feira, 3 de junho de 2014

13. Há dias.

Há dias em que o sol brilha frouxo e as flores nem desabrocham, há dias em que o céu fica cinzento e a chuva se esconde, há dias em que a lua desaparece e a noite não clareia, há dias em que tudo acontece e que nada se sente. Um dia a mais será sempre um dia a menos. 
Fizeste-me uma pessoa distante e fria, levaste cada pedaço do meu sorriso, esse amor limitado e essa felicidade condicionada que me deixa acordada toda a madrugada, eu despedi-me de mim mesma quando te disse o último adeus.



(com o tempo serás apenas uma memória.)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

História da Luna - 2º Capítulo.



João

Luna entrou sem olhar para ninguém e dirigiu-se aos balneários do bar para vestir a sua farda.
-Estás atrasada! – disse uma voz grossa ao fundo do corredor.
Luna parou, e virou-se cautelosamente.
-Desculpe, senhor Jai…
-Calma, sou só eu.
Luna voltou a respirar, por momentos esqueceu-se que tinha de o fazer e no seu rosto houve um alívio enorme, era apenas Pedro, o cozinheiro, o brincalhão de serviço que a tentou assustar, com sucesso.
- Que susto Pedro!
Pedro riu-se.
- O senhor Jaime ainda não chegou, para a próxima tenta chegar mais cedo, não queremos que sejas despedida logo no primeiro dia, seria uma pena.
Luna sorriu e voltou a retomar o seu caminho até ao balneário sem nunca lhe sair da cabeça as últimas palavras de Pedro «seria uma pena.», o que seria que Pedro queria dizer com aquilo.
O dia de trabalho de Luna foi calmo, não houve grande euforia e estava uma brisa agradável, Luna sabia que ia adorar trabalhar ali.
- Boa tarde, um café por favor!
Luna conhecia aquela voz, era impossível não a reconhecer, rouca, frágil e doce, inconfundível. Sorriu e serviu o café.
- Oferecia-lhe um café com todo o gosto, mas já sei que prefere um pôr-do-sol.
Luna sorriu, aquele homem era tão atraente, tão amável, tão elegante, tão bonito, tão desejável, no fundo, tão apaixonante.
- Vamos?
- Claro, dê-me apenas dez minutos para trocar de roupa.
Luna apressou-se a vestir, mas quando ia a sair reparou que, junto à porta, Pedro a olhava com curiosidade.
- Pedro?
- Vejo que já acabaste o teu turno.
- Sim, é verdade, fiz mais uma hora, para compensar a manhã.
- Não precisas de te justificar.
Luna assentiu com a cabeça e deixou-se ficar ali, parada.
- É melhor ires, o teu namorado não deve gostar de estar à espera. – Na voz de Pedro havia um sarcasmo profundo.
- Ele não é meu namorado Pedro, é apenas um amigo.
- Um amigo claro, é o que dizem todas.
- Não te admito que fales comigo desse jeito, muito menos tenho de te dar explicações, até amanhã.
Luna dirigiu-se rapidamente ao bar, onde ainda estava, exatamente no mesmo lugar o homem que lhe causava uma completa atração.
- Desculpe a demora, já podemos ir.
- A senhora manda.
Riram-se os dois, como duas crianças, e dirigiram-se para a praia para ver o tão desejado pôr-do-sol. 
por: lilizisses-lc.blogspot.com

quarta-feira, 21 de maio de 2014

História da Luna - 1º Capítulo.

A história que vos trago é a história de Luna.

Luna

Luna era uma rapariga de olhos claros e de cabelo castanho, tinha apenas 18 anos e este seria o seu primeiro dia de trabalho num bar ao pé da praia. Ela estava agradavelmente entusiasmada. 
- Porra, estou atrasada!
Eram 9 da manhã, Luna devia ter começado a trabalhar às 8:30h e ainda estava de pijama, com um cabelo que metia medo e sem tempo para sequer olhar para o espelho. 
Vestiu-se e apressou-se em sair de casa. Entrou no primeiro autocarro que apareceu, sentou-se e ficou estática a olhar para a janela. Mas quando estava quase a chegar sentiu uma mão quente e suave no seu braço.
- Posso?
Luna acenou com a cabeça, um homem alto e elegante sentou-se ao seu lado, e pelo canto do olho Luna observou cada movimento. Luna naquele instante teve a sua primeira "paixão de autocarro". 
Saiu na paragem seguinte, o que foi uma pena porque teve de deixar o seu amor ocasional para trás, mas rapidamente se lembrou que estava atrasada, começou a correr até à praia e enquanto corria ria-se de si própria por toda aquela situação.
Parou uns breves instantes para recuperar a respiração, e sentiu, novamente, uma mão quente e suave que conheceu bem, não conseguia acreditar, era ele, a sua primeira paixão de autocarro. 
- Desculpe mas não pude deixar de a seguir. - disse, cansado.
Luna não conseguiu responder. Estava demasiado surpreendida.
- João, prazer. 
- Luna.
- Sei que tudo isto parece estranho, mas quando olhei para si há instantes tive a sensação que tinha de a conhecer!
Luna optou pelo silêncio novamente. 
- Podíamos tomar um café, prometo que não lhe vou roubar muito tempo.
- Desculpe mas estou atrasada para o meu trabalho.
- Depois do trabalho, que me diz?!
- Desculpe mas não gosto de café. 
A desilusão ecoou nos olhos daquele homem. 
- Mas aceito um por-do-sol, às 20h. - disse Luna.
O homem sorriu, os seus dentes pareciam diamantes, e Luna sentiu-se atraída capaz de o beijar naquele momento, mas sorriu e continuou o seu caminho.
- Onde trabalha? - gritou o homem.
- Num bar na Praia. 
Estavam cada vez mais afastados e gritavam um para o outro.
- Qual?
- Descubra.
E no meio daquele mistério todo, Luna sorriu e sentiu borboletas no estômago  ...
por: lilizisses-lc.blogspot.com